achei que seria mais fácil despegar-se de uma pessoa. mas, realmente, a partir do momento em que se cativa alguém, esse alguém fará parte para sempre de nós, como diz sábia raposa. basta um olhar e muda tudo. basta uma voz mais firme. um passo em falso. uma escolha mais hesitante. basta um desencontro. um erro. um risco. um arriscar.



está a fechar-se um ciclo na minha vida. quando acaba um, começa logo outro. melhor ou não, talvez para o ano vos saiba dizer.


depois de uma tristeza vem sempre uma alegria. e assim sussecivamente. vai ser sempre assim - repito-me.


vou convidar-te para um pequeno-almoço com torradas inundadas em manteiga, frutos tropicais, doce de amoras, sumo de laranja acabado de fazer, mel e leite com chocolate quente. que te parece?



deita uma moeda num chapéu de um mendigo qualquer e pede um desejo. (inventei agora, mas pode resultar)


Sim, me leva para sempre Beatriz.



Não, tu não és nada disso que imaginas ser.



São quase sete da manhã e a vida começou lá fora. Sou uma sortuda porque neste preciso momento sinto-me uma pessoa plenamente feliz. Acho que devo dizê-lo a toda a gente. Dizer-vos como seria tão bom se todos os minutos fossem estes.


felicità



hoje nem sequer me apetece ouvir música


ninguém gosta da vida que tem. eu sou uma dessas pessoas.



seremos felizes se não pensarmos no dia seguinte. se chegarmos a casa sem espectativas, de mãos leves e desprovidas de sonhos.



estou triste pelas razões mais óbvias. já me esqueci de inventar desculpas. estou triste porque a pessoa capaz de responder às minhas perguntas não existe mais.


ele não gosta de mim. ele nao conhece de cor os meus contornos. ele não sabe daquilo que eu gosto. não faz a mínima ideia que tudo aquilo que faz me magoa. não consigo perceber porque no firmamento há um bilião de coisas que não fazem sentido.



apaixonas-te com facilidade?
sim, por tudo. por uma onda, pelo movimento das tuas ancas, pelas luzes das ambulâncias, pelos erros dos livros. pela certeza.
é isto que eu mais gosto na vida:



apetece-me escrever. dizer como vivo numa bolha cor-de-rosa em que impera uma indignação fútil pela conversa perturbadora dos homens. quase um sussurro sedutor. quase.

- amo-te - dizias tu, muito confiante, confiante acima de tudo.
- eu também - respondeu por não haver mais nada a dizer.

well, well, that's it the love.



a única, unicíssima coisa que pode interromper um silêncio é uma gargalhada.

Hoje descobri que sou uma apaixonada desmedida. E mais, descobri o quanto é mau.


conta-me o teu segredo de vida, vá lá. conta-me para eu me sentir uma pessoa especial por saber qualquer coisa que mais ninguém sabe de ti. sei que isto tudo não passa de uma paixão com data marcada para acabar, portanto deixa-me ser especial por um pouco mais. conta-me o teu maior segredo.

foi bom. é bom quando nos sentimos especiais e levitamos ainda que por cinco minutos. é bom quando nos dizem que são incapazes de sair das nossas vidas. é bom sentir um abraço muito forte quase a doer. é bom estar de mão dada com alguém que fala italiano em particular.

he is big like that.


desta vez vou estar à tua espera de braços cruzados, anseando que te desmanches num erro, numa qualquer fraqueza que te inunde nas tuas próprias lágrimas. desta vez serei eu a abraçar-te, a dizer que não faz mal, que terei em casa um frasco de água com sabão para soprares bolas.


julho. finalmente! sempre que temos as coisas nas mãos, nem parece que esperámos por elas.

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