não sei porque escolhi o caminho mais difícil. Se não o tivesse escolhido, a esta hora não estava a lamentar-me, nem a sentir isto que sinto no peito. As coisas podiam ser muito mais fáceis, se não houvessem várias cores de papel craft em cima da secretária, se a bolsa dos lápis não estivesse suja de cola UHU derramada, ou se não houvessem rabiscos em todos os sítios. Poderia ser, eu sei que poderia mas...

quando... tu me vires no futebol.


saberíamos...

tentar lembrar-te é a coisa mais doce do mundo, mas magoa na mesma intensidade. tentar lembrar-te é conduzir, reduzir de um terceira para uma segunda, engrenar a marcha-atrás com confiança e rodar o pescoço totalmente para trás. tentar lembrar-te é imaginar o que dirias agora, se concordarias, a expressão que terias. tentar lembrar-te é ter-te ao meu lado na mesa a comer a sopa. tentar lembrar-te é achar que a vida não faz sentido, que foi cedo demais. tentar lembrar-te é ter lágrimas foscas nos olhos, inevitavelmente...





walk away


pensar.


os meus dedos sobrepõem-se nas teclas com a maior das rapidez. as pálpebras poderiam ceder, mas o amor persiste.


estou a sentir as estrelas do meu céu a mudarem de rota. é tão bom...


fazer coisas interessantes. sempre.



'um aprendiz do teu amor' Luiza, Tom Jobim


quietude



amanhã não sei bem o que vou fazer. talvez um café a ver o mar. era bom, assim até era capaz de bebê-lo sem açúcar. estive a pensar, e há muito tempo que não sou surpreendida.


estou cansada e tenho sono, mas é bom reencontrar amigos.




well...




tenham um bom dia!



penso que uma das coisas que menos gosto de sentir é quando tenho uma imensidão de coisas importantes pendentes.


uma inspiração de arquitectura


my mood is like this

entruzar o olhar

'os disparates fazem todo o sentido'



annette pehrsson, 20, sweden.
ela tira fotografias muito bonitas. vejam.





acordei vegan.


A roupa lavada ainda esta dentro do saca da lavandaria, toda amachucada no meio do quarto - pelo menos é roupa lavada. A confusão de fios do computador mistura-se com meias sem pares, sacos de plastico acumulam-se na outra ponta da cama, cadernos e livros um pouco por todo o lado, garrafas de água, dou chutos às tampas de iogurte quando vou á casa de banho, os edredons de quando tive visitas pela ultima vez ainda estao em cima da cadeira, e da proxima vez que tiver que encontrar o passaporte tenho uma torre da babilonia de folhas esquecidas para escavar. tenho que tirar a embalagem vazia de shampoo do lavatorio quando vou lavar os dentes, e mais outra pilha de roupa e toalhas que tento cirurgicamente não molhar. Vou apanhar o barco para Copenhaga daqui a 2 horas. Não sei bem se tenho tudo o que preciso e tenho uma preguiça mental inacreditável para pensar nisso. Tenho uma vontade imensa de perder um autocarro e ir de boleia com um imigrante.


uma canção triste. para a noite de hoje.



Chorei, esta manhã, quando vi este filme. Chorei discretamente porque é chato chorar no local de trabalho. Os meus colegas não têm culpa nenhuma que eu seja mimada e pirosa [escrevi "uma miúda mimada e pirosa "mas achei por bem tirar o "miúda" porque já não tenho idade para essas coisas e já me basta continuar em negação, todos os dias, quando me visto]. Eu não devia ver estas coisas quando acordo com inveja das pessoas que fazem amor demanhã antes dos filhos acordarem [e não me digam que depois isso passa porque eu não quero saber]. Inveja das pessoas que fazem sexo e adormecem abraçados todos os dias. Inveja de quem comemora um teste de gravidez positivo. Inveja de quem sorri num jantar de amigos, no meio de um bar, no meio de milhares de pessoas, o sorriso de cumplicidade, o sorriso "és meu", "és minha". Inveja de quem combina férias de verão e viagens de calor quando é inverno. Inveja de quem se deita no sofá e refila enquanto recebe festas no cabelo. Inveja de quem passeia de mão dada. Inveja de quem bebe copos de vinho e dá beijos na boca no meio da rua, num canto da casa, dentro do carro num sinal vermelho. Hoje acordei com inveja das histórias-de-amor felizes. E não quero que me digam que há momentos menos bons. E não quero que me digam que um dia deixam de ser felizes. Eu acredito nas histórias-de-amor para sempre.

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